
Nada nos prepara totalmente para o que sentimos nos primeiros dias com o bebê nos braços.
Por mais que a gente sonhe, planeje, leia e escute conselhos, é só quando ele chega que a vida muda de verdade.
O puerpério é um universo à parte.
É como se o tempo ganhasse outro ritmo, as emoções ganhassem outra intensidade, e o mundo girasse ao redor de um ser tão pequeno — mas que já preenche tudo.
Nos primeiros dias, descobrimos que o amor não tem lógica.
É um amor que não dorme, que acorda de hora em hora, que aprende a se doar sem pedir nada em troca.
É um amor que também chora de exaustão, que sente culpa, medo, e uma alegria imensa tudo ao mesmo tempo.
É nesse comecinho que muitas mães se sentem sozinhas — mesmo rodeadas de gente.
É normal. É real.
Mas é também nesse momento que algo extraordinário acontece: você se vê fazendo coisas que jamais imaginou que seria capaz.
Você aprende a entender o choro, a confiar no seu toque, a reconhecer que o instinto materno é mais forte do que qualquer manual.
Você se descobre forte.
Mesmo cansada, insegura e vulnerável… você está lá. Inteira. Presente.
Os primeiros dias não são só sobre o bebê.
São sobre você também.
Sobre uma mulher que está nascendo junto com uma mãe.
Sobre sentimentos que nunca existiram antes — e que agora moram em você para sempre.
E mesmo com tudo o que eles exigem, os primeiros dias são únicos.
São dias que não voltam.
São os dias em que você se apaixonou, de um jeito novo, por alguém que acabou de chegar…
mas parece que sempre foi seu.

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